domingo, 29 de junho de 2008

Vaga existência

[...]E nesse inverno sem fim me sinto como se estivesse em um saco plástico, e o pior é que ainda não sei se passarei muito tempo a decompor-se junto com o plástico ou se o oxigênio existente já acabou enquanto tento decifrar meus pensamentos embaçados pelo momento. Porém, vejo que se ainda estiver por aqui enquanto proferir tais palavras a mim mesma, saberei que o mundo por fora do meu saco não está realmente do jeito que o vi pela última vez, com aspecto desbotado pelo homem, cheiro inevitável por si próprio e consolo transbordante. Tudo por um fim próximo e provável catástrofe. A espera, a espera. Tudo que esperamos está dentro de uma espera maior, e ao invés de notarmos isso, ficamos parados em frente as TV's de monotonia espiritual. Mas se realmente estiver pior, receio já não possuir bastante tempo para poder induzir mudanças por aqui em diante, e como lágrimas jamais derramadas, a neblina passará, como resposta a minha vaga existência...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sofrimento antecipado

Sofrimento antecipado: eis algo com precariedade em interrupções. Tento esquivar-se desse preucupação, o que acaba sendo nulo desde o momento em que pensar vira proliferação, e como hábito corrosivo, desistir seria uma saída. Sinto que a antecipação faz progressos irreversíveis e toma-me pelo braço, a força, sempre em direção contrária. Espero apenas que cesse esse tormento que chega a ser perseguição para que só assim possa sorrir novamente, como nos velhos tempos de criança...

Outro, o blogueiro

[...] Depois daquelas palavras que de tão simples pareciam tão pouco a se preucuparem com a expressão não consegui me conter em recitá-las como personagem principal, a musa da pura inspiração do autor. Ele sempre soa a diversidade de idéias como os ponteiros de relógios, que avançam minuciosamente rastreando quaisquer se estejam em sua frente, e mesmo sendo repetitivo em seus hábitos, suas manias, ele não restringe manifestação que me englobam e que até você pode estar presente se bem posicionada. Ainda me resta vê-lo em mãos-à-escrita, como um bom e qualquer escritor que procura o pão de cada dia, com o cotidiano café aos seus pés. E se me lembro bem, a neurastenia do ser que ainda está prestes a entrar em colapso, onde possa só assim mostrar-se ao mudo como o único incisivo. Agora, os meus pontos fracos me atormentam, acabo de querer dar para um fantasma, um cara que nem se quer sabe o formato do meu pescoço, continuo a achar um desejo alheio para substituir esse que vale mais que talheres na mesa, só que isso pendurará meu caminho...