segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Vulvar

Vulvar, vulvar
É tudo o que me lembro pra te classificar
Vulvar, tem dó
As partes que eu pulei não fazem falta
Estaciona, estaciona, vulvar
E tuas palavras acesas para adorar!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Fazer o quê...

Um dia ele disse,
nossos corpos estão
tão próximos
que eu não sei
onde começa o meu
peito termina o teu,

-Não sei porque te disse isso, eu nunca disse a ninguém.
E foi nesse dia em que me apaixonei.

Galhos.

- Sinto saudade.

SAU.DA.DE
(a-u) s.f. 1 Lembrança triste e suave de um bem passado, de pessoa ou coisa extinta ou distante, acompanhada do desejo de as tornar a possuir ou ver presentes. 2 Pesar pela ausência de alguém que nos é querido; nostalgia.

Era exatamente isso que ela sentia por mim. Quando já não há mais para onde ir ela se vira para me observar, seu álibi a condena e eu apenas cultivo esse desejo de que o passado seja mutável.
Foi a última coisa que a ouvi dizer. Depois desses três anos que estivemos longe, essa palavras ecoam sem nenhuma cumplicidade e passam de sentimentos para eloqüências. De qualquer forma, era necessário acreditar em suas palavras. Talvez a sua ausência tivesse tomado proporções que eu desconhecera, mas eu ainda a conhecia nos mínimos detalhes. Da voz ao afago, do suspiro ao sorriso. Desde que ela se foi eu aufiro só más lembranças. Essa minha mente às inverssas provoca esse efeito corrosivo, tão somente meu quão dela. 
Eu tentei provocar a sua volta a uma distância considerável. Me enganei. São só memórias de quando ela estava por perto...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Agora mesmo...

Eu esqueço minhas idéias.
Eu deleto os meus sonhos.
Eu ausento-me de meus amigos.
Eu termino uma frase.
Eu abro os bolsos.
Eu abandono mais um blog.