domingo, 29 de junho de 2008

Vaga existência

[...]E nesse inverno sem fim me sinto como se estivesse em um saco plástico, e o pior é que ainda não sei se passarei muito tempo a decompor-se junto com o plástico ou se o oxigênio existente já acabou enquanto tento decifrar meus pensamentos embaçados pelo momento. Porém, vejo que se ainda estiver por aqui enquanto proferir tais palavras a mim mesma, saberei que o mundo por fora do meu saco não está realmente do jeito que o vi pela última vez, com aspecto desbotado pelo homem, cheiro inevitável por si próprio e consolo transbordante. Tudo por um fim próximo e provável catástrofe. A espera, a espera. Tudo que esperamos está dentro de uma espera maior, e ao invés de notarmos isso, ficamos parados em frente as TV's de monotonia espiritual. Mas se realmente estiver pior, receio já não possuir bastante tempo para poder induzir mudanças por aqui em diante, e como lágrimas jamais derramadas, a neblina passará, como resposta a minha vaga existência...