Tive medo quando os vi, quase parei, mas prossegui. Nesse mesmo dia já me conformaria com todas as causas de estar ao lado dele. Do meu amigo vermelho. Sei que estou mais longe do que já estivera durante anos, mas mesmo assim me sinto densa em esperá-lo. Todos os dias que o perdi de vista voltei para casa tentando compreender todos esses acontecimentos, mas já era tarde, ele que estava a minha espera...
-Oi.
-É, oi, como 'cê tá?
-Por que esteve me seguindo?
-Bom... seguindo, como assim?
-Percebes agora minha esquiva?
-Mais do que nunca.
-E por que não cessas?
-Seria cedo.
-Cedo para quê?
-Chegar mais uma vez em casa.
-E por que eu?
-Porque você sempre me surpreende.
-Não achas que já basta?
-Nem um pouco.
-Você que acabou com nosso caminho.
-Nunca existiu nosso.
-E você com essa desilusão.
-Por que não me forças a parar?
(silêncio)
-Porque tentarei querer-te.
-É, oi, como 'cê tá?
-Por que esteve me seguindo?
-Bom... seguindo, como assim?
-Percebes agora minha esquiva?
-Mais do que nunca.
-E por que não cessas?
-Seria cedo.
-Cedo para quê?
-Chegar mais uma vez em casa.
-E por que eu?
-Porque você sempre me surpreende.
-Não achas que já basta?
-Nem um pouco.
-Você que acabou com nosso caminho.
-Nunca existiu nosso.
-E você com essa desilusão.
-Por que não me forças a parar?
(silêncio)
-Porque tentarei querer-te.

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