quarta-feira, 2 de julho de 2008

Memórias

Não pude vê-la, por incrível que pareça, não por vontade própria, mas por precaução, de outra morte. Tivemos muitos problemas na noite anterior desde que ela partiu, os quais só lembraram conflitos anteriores em que por cima de todas aquelas palavras mal passadas e costuradas com laços cortados bem antes do imaginado, ainda era visível sua presença, a presença dela, embaixo daquele tapete empoeirado, daquela mesmice acomodada como todas aquelas garrafas armazenadas em seu dia-a-dia, a espera do mesmo líquido, do mesmo veneno que lhe obrigavam a tomar. E ela breviamente tentava-nos mostrar a farsa que estava em sua cama, bem ao lado da cadeira qu'eu estava, bem ao lado de tudo que era óbvio. Mas deixei-a partir, partindo-me também, por todos aqueles remédio que tomara, morte súbta. Seu caminho ainda possui passos a dar, se não por ela, por mim, conseqüentemente, por minhas observações tomadas adiante...

2 comentários:

gmm disse...

suicidio?
eu acho que é suicidio.

Maély Priscila disse...

não é suicídio. aliás, eu não sei o que é.